No último domingo o Fantástico apresentou uma matéria que trata de algumas dificuldades do dia-a-dia dos cadeirantes, com base na repercussão da personagem Luciana (Alinne Moraes), da novela Viver a Vida. Já até escrevi um pouco sobre o assunto neste post, mas o legal da matéria é que eles mostram o caso real – que inclusive inspira situações vivenciadas pela personagem – da jornalista Flávia Cintra (o link é para outra matéria, também muito interessante) e o papel do Terapeuta Ocupacional na prescrição de cadeiras de rodas e na indicação e elaboração de adaptações para facilitar a realização de atividades de vida diária – AVDs – e outras.
Aliás, uma coisa muito interessante que falam na matéria é “cada vez que Luciana aparece usando uma adaptação, ou seja, algum equipamento simples que permite que ela faça um movimento que não consegue sozinha, como por exemplo, para usar um talher, passar uma maquiagem, a produção da novela recebe centenas de pedidos de informações sobre o acessório”. E, mais a frente, a matéria informa que “as adaptações são normalmente criadas por terapeutas ocupacionais nos institutos de reabilitação”.
Estão vendo? Demanda tem, basta aparecer uma adaptação que muita gente liga pra saber mais informações. E terapeutas ocupacionais são os profissionais capacitados para trabalhar com isso – ou seja, existe a demanda, existe a “oferta”, mas falta informação para a população a respeito de qual profissional procurar nesses casos. E o papel do Terapeuta Ocupacional não pára por aí: podem ser utilizados vários outros recursos e técnicas de tratamento, para facilitar a mobilidade, independência e satisfação na realização de atividades do cotidiano.
Espero que a matéria tenha sido esclarecedora, ou a menos ”plante a idéia” na cabeça das pessoas, ao mostrar a associação entre TO, adaptações para facilitar o cotidiano, indicação de cadeiras de rodas e aumento da autonomia e qualidade de vida de pessoas com paraplegia ou tetraplegia. Afinal, é sempre muito bom ver a profissão divulgada por aí – ganham os profissionais, que vêem seu papel reconhecido, e ganha a população, que fica informada sobre a quem recorrer quando, por algum motivo, precisam de auxílio e orientação para desempenhar suas atividades com satisfação e autonomia, a despeito de certas dificuldades.
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