A Época Negócios publicou matéria sobre trabalho desenvolvido pela professora de tecnologia em gestão de moda do Senai do Paraná Leny Pereira. Ciente dos problemas vivenciados por quem tem dificuldades de movimento na hora de se vestir, Leny criou roupas com modelagens especiais para esse público. Uma das criações é um vestido de noiva, com duas peças, desenvolvidas para se adaptar ao corpo de mulheres com paralisia cerebral. Como a matéria conta, o vestido foi um dos projetos inscritos na mostra “Inova Senai” e, logo ao fazer sua inscrição, a professora recebeu patrocínio para pesquisa e compra dos tecidos.
Achei a iniciativa muito interessante e útil. Afinal, Terapeutas Ocupacionais sabem como diferentes dificuldades impactam – e muito – a realização de atividades como vestir-se com independência. Para isso, o TO pode intervir através do desenvolvimento de adaptações (para facilitar tarefas como abotoar a roupa, por exemplo), orientações sobre estratégias para facilitar o vestir ou trabalhar aspectos motores ou cognitivos que interferem na atividade. Apesar disso, é muito difícil (ou inviável) encontrar ou fazer sob encomenda roupas realmente adequadas aos corpos e às necessidades específicas de quem tem determinadas deficiências (aliás, isso não se aplica apenas a quem tem deficiências – outras pessoas que escapem um pouco do “padrão” considerado ideal também podem sofrer nesse momento…). Então, a alternativa que resta é customizar em casa as roupas – ganha-se em funcionalidade, o que é importante, mas pode-se perder em estética – cuja importância pode variar de pessoa pra pessoa, mas todos deveriam ter ao menos a possibilidade de escolher o que mais se adequa à sua personalidade, gosto e necessidades, não é mesmo?
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