Dia Internacional da Síndrome de Down

A Sindrome de Down é uma alteração genética caracterizada pela presença de um cromossomo 21 extra total ou parcialmente. Por isso, a síndrome também é conhecida como Trissomia do Cromossomo 21. Não por acaso, o dia 21 de março (21/3) foi proposto pela Down Syndrome International como o Dia Internacional da Síndrome de Down, que é comemorado desde o ano de 2006.

O objetivo dessa comemoração é promover a conscientização e o esclarecimento sobre a síndrome e assuntos relacionados, bem como o apoio e o reconhecimento da dignidade, dos direitos e do bem-estar das pessoas com Síndrome de Down.

A Síndrome de Down é o distúrbio genético mais frequente e representa a principal causa de atraso psicomotor, com a incidência em torno de 1 para 600 a 1 para 800 nascimentos vivos (1). No Brasil, conforme estimativas do IBGE realizadas no censo de 2000, existem 300.000 pessoas com a síndrome (2).

Além do atraso psicomotor, as pessoas com a síndrome podem ter problemas clínicos associados, como cardiopatias, malformações, obesidade, problemas de visão ou audição, hipotireoidismo e envelhecimento precoce, entre outros (1). Contudo, com os avanços na área da saúde, a expectativa de vida dessas pessoas tem aumentado consideravelmente, passando de 12 a 15 anos em 1947 a 50 anos em 1989 (3).

Junto com os avanços da medicina, as pessoas com a síndrome também se beneficiam enormemente com o trabalho desenvolvido por outros profissionais, como o pedagogo, o fonoaudiológo, o fisioterapeuta e, claro, o terapeuta ocupacional. Se até há alguns anos era raro ver  tais pessoas participando da vida social (até mesmo devido ao preconceito), hoje é cada vez mais comum observarmos sua inserção na comunidade e no mercado de trabalho. Nesse sentido, o terapeuta ocupacional desempenha um papel importantíssimo, ao auxiliar esses clientes a desempenharem suas atividades de autocuidado, escolares, profissionais e de lazer com autonomia.

O terapeuta ocupacional pode, por exemplo :

  • “Planejar atividades para estimular o desenvolvimento neuropsicomotor;
  • Propiciar posturas adequadas para tais atividades;
  • Orientar a família quanto às atividades da vida autônoma e social;
  • Trabalhar aspectos cognitivos (atenção/concentração), perceptivos, coordenação motora global e fina.” (informações retiradas da referência 4 – ver abaixo)

Dessa forma, com o apoio de uma equipe multiprofissional e a conscientização da família e da sociedade, tem sido cada vez mais possível para pessoas com a Síndrome de Down – embora ainda existam avanços a serem feitos – terem sua condição compreendida e reconhecida com respeito e participarem de forma mais  ativa, satisfatória e independente em suas atividades diárias, seja em casa, no trabalho ou na comunidade.


Referências / Para saber mais:

Site sobre o Dia Internacional da Síndrome de Down (em inglês)

Portal Síndrome de Down (2)

Síndrome de Down na Wikipedia (3)

A Terapia Ocupacional e a Síndrome de Down (4)

Síndrome de Down – por Marcos José B. de Aguiar e Letícia L. Leão, em Pediatria Ambulatorial -  Ennio Leão e outros – 3a. ed. – COOPMED. (1)

About these ads

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

%d blogueiros gostam disto: